Melhor instância EC2: benchmark da família T
Preço por hora menor não diz se vale trocar de instância EC2: falta saber quanto trabalho ela entrega. Aqui você mede a CPU com o sysbench e cruza o resultado com o preço, no teste que fiz com T2, T3, T3a e T4g, todas micro.
Gravei este teste em outubro de 2021. Todos os números abaixo, de resultado e de preço, são daquela data e da região US East (N. Virginia). Use o método, e refaça a conta com os preços de hoje.
O que este teste mede e o que ele não mede
A família T são as instâncias de propósito geral, as que a gente usa para começar na AWS. A pergunta é simples: qual delas entrega mais poder de CPU, e quanto isso custa.
O teste mede só CPU, com uma thread. Não medi memória: todas as micro têm 1 GiB. Deixei a T1 de fora, porque é uma instância muito antiga e com memória diferente.
A T4g usa arquitetura ARM, o que muda o que vem depois do resultado, como explico no fim.
A lógica é em três movimentos: lançar uma instância de cada tipo, rodar o mesmo teste em todas e planilhar o resultado ao lado do preço.
1Levantar o preço de cada instância
Para ver custo e especificação lado a lado, uso o EC2Instances.info. Na gravação, o endereço antigo já redirecionava para o instances.vantage.sh. Ele lista as instâncias EC2 e RDS, com poder computacional e custo para Linux e Windows, sob demanda, Spot e reservado.
Filtre por micro e olhe a coluna Linux On Demand cost, na região US East (N. Virginia). A T2 tem 1 vCPU; a T3, a T3a e a T4g têm 2. Anote o preço por hora de cada uma:

| Instância | Linux sob demanda, por hora (2021) |
|---|---|
| t2.micro | US$ 0,0116 |
| t3.micro | US$ 0,0104 |
| t3a.micro | US$ 0,0094 |
| t4g.micro | US$ 0,0084 |
O preço cai a cada geração. Mas preço menor não responde se vale a pena trocar. A AWS diz que sim; o teste serve para ver o resultado.
2Lançar uma micro de cada tipo
Lance quatro instâncias, uma de cada tipo, com Amazon Linux. Usei o mesmo nome para as quatro (teste-performance) e o mesmo security group, com acesso por SSH, para conectar nelas depois.
A única diferença está na T4g. Como ela é ARM, no assistente de lançamento você precisa escolher a imagem de arquitetura ARM para conseguir selecionar o tipo t4g.micro.
Com as quatro em execução, abra um terminal em cada uma por SSH. Fiz o teste de duas em duas, com os dois terminais lado a lado.
3Instalar o sysbench e rodar o teste
O sysbench serve para benchmark de CPU, de memória e até de banco. Aqui uso só o de CPU, com uma thread. A instalação é a do README do projeto, na opção RHEL/CentOS, que serve para o Amazon Linux que usei:
curl -s https://packagecloud.io/install/repositories/akopytov/sysbench/script.rpm.sh | sudo bash
sudo yum -y install sysbench
O primeiro comando configura o repositório do sysbench. O segundo instala o pacote. Rode os dois em cada instância. Depois, o teste:
sysbench cpu --threads=1 run
Ele roda por cerca de 10 segundos e imprime, em CPU speed, os eventos por segundo: a quantidade de operações que a CPU conseguiu executar. Quanto maior, melhor. Rode o mesmo comando nas quatro e anote o número de cada uma.

Já dá para ver só no resultado cru: a T3 faz mais que a T2, mesmo custando menos, e a T4g está muito acima das três.
4Cruzar o resultado com o preço
Só o resultado não basta: é preciso cruzar com o custo. Então coloquei numa planilha o custo por hora e o resultado de cada uma, e calculei quanto custa cada unidade de trabalho:
comparação = custo por hora ÷ eventos por segundo × 10.000
Multipliquei por 10.000 para ler o número como o custo de 10 mil operações do teste. O que interessa é a relação entre as instâncias: peguei a T2 como 100% e dividi as outras por ela.

| Instância | Eventos por segundo | Custo de cada unidade de trabalho, com a T2 em 100% | Trabalho pelo mesmo custo, em vezes a T2 |
|---|---|---|---|
| t2.micro | 770,19 | 100% | 1 |
| t3.micro | 1.025,60 | 67,33% | 1,49 |
| t3a.micro | 1.228,96 | 50,78% | 1,97 |
| t4g.micro | 2.901,11 | 19,22% | 5,20 |
A última coluna é o inverso da anterior (1 ÷ 0,6733 = 1,49, e assim por diante). Pelo mesmo gasto, a T3 entrega cerca de 50% mais trabalho que a T2, a T3a quase o dobro, e a T4g 5,2 vezes.
O que o resultado diz e o que ainda falta decidir
A T3 é uma troca simples. Não muda a arquitetura: é só trocar o tipo da instância. Pela conta acima, é um ganho de CPU por dólar.
A T4g é a que assusta no número, olhando só a CPU. Mas ela é ARM, e colocar a sua aplicação para rodar nela não é trivial: pode exigir mudanças. O teste mede só o ganho de CPU; o que muda na aplicação para rodar em ARM ficou de fora.
O que este teste não cobre:
- Só uma thread. Não testei carga com várias threads.
- Só CPU. A memória não foi comparada.
- Só o tamanho micro.
Checklist
- Anote o preço por hora sob demanda de cada tipo que você quer comparar, na sua região, e a data da consulta.
- Lance uma instância de cada tipo. Na T4g, escolha a imagem ARM.
- Instale o sysbench em todas e rode
sysbench cpu --threads=1 run. - Anote os eventos por segundo de cada uma.
- Calcule custo por hora ÷ eventos por segundo e compare com a instância que você usa hoje.
- Antes de ir para uma instância ARM, veja o que muda na sua aplicação.
Preço por hora é só metade da conta: o que importa é quanto trabalho cada dólar compra. O teste pede um terminal e uma planilha, e responde em número se a instância que você usa ainda compensa.
O que os alunos dizem

“Eu trabalhava há mais de 20 anos com TI tradicional e atendia empresas da região, mas sentia minha carreira estagnada.”
Carlos Souza, Consultor Cloud
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“A Formação AWS me deu segurança técnica para voltar ao mercado e ser a escolha certa para a empresa.”
Flávio Lucena, Gestor de TI
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“Depois do layoff, percebi que o mercado exigia AWS e eu não sabia nem por onde começar.”
Gisele, Desenvolvedora Java Sênior
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