CloudFront: 5 motivos para colocar na frente da aplicação
Colocar o Amazon CloudFront na frente da aplicação melhora a velocidade, ajuda na conta, reforça a segurança, tira carga do servidor e ainda permite mexer na requisição antes que ela chegue. São cinco motivos, e este texto mostra o que cada um muda para você decidir se vale começar.
O CloudFront é o serviço de CDN da AWS. Uma CDN é uma rede com milhares de servidores colocados na frente da sua aplicação, preparados para entregar conteúdo sem que a visita precise chegar ao servidor onde a aplicação roda.
Motivo 1: performance
Imagine a aplicação na Virgínia, nos Estados Unidos, e um usuário em Fortaleza. Sem CDN, a requisição sai da internet dele, passa por vários provedores e rotas até entrar nos Estados Unidos, chega ao servidor e volta pelo mesmo tipo de caminho. Não existe uma linha reta: o dado vai de um lado para outro até chegar.
Esse vai e volta é a latência (o round trip). Quanto mais longo o caminho, mais tempo a pessoa espera.
Com o CloudFront, o usuário é atendido por um edge location no Brasil, um ponto de entrega da AWS espalhado pelo mundo. Existem ainda os regional edge caches, que ficam em regiões da AWS. O caminho até o ponto mais próximo é bem menor, e dali em diante o dado trafega dentro da rede da AWS. A requisição não fica navegando meio perdida, indo para um canto e para outro: segue um trajeto mais direto até a aplicação.

Motivo 2: custo
Um dos custos que mais pesam na AWS, quando a estrutura já é um pouco maior, é a transferência de dados para a internet. Ela depende do volume de acessos e de quanto cada usuário baixa.
Entregar a aplicação pelo CloudFront dá uma redução de custo de cara em relação a entregar direto pela EC2, e o tamanho dela depende de onde estão o dado e o usuário. Há uma segunda redução, quando você habilita o Saving Bundle.
A conta completa, com os números, está em outros dois textos: custo de tráfego com CloudFront e Saving Bundle e reduzir custo sem refatorar a aplicação. Aqui basta guardar a ideia: o CDN entra na conta como motivo de economia, não só de velocidade.
Motivo 3: segurança
Todo CloudFront já vem com o AWS Shield, na versão básica, habilitado por padrão. Ele ajuda a mitigar ataques contra a aplicação sem que você configure nada.
Isso não protege de tudo. Para ir além, você pode habilitar o AWS WAF, o firewall de aplicação da AWS, que é configurável e ajuda a proteger contra ataques de DoS e outras ameaças.
Motivo 4: cache
Este é o motivo que mais pesa para quem já tem uma aplicação escalando sozinha na AWS. Quanto mais páginas só de leitura você tem, mais o cache reduz a carga.
Pense em um blog. O autor escreve o post uma vez, e depois ele só é lido pelos visitantes. Cada visita é uma página de leitura. Se você coloca um cache simples nessa página, com um tempo de 900 segundos, por exemplo, o CloudFront guarda a resposta e passa a entregá-la sozinho. Só quando o tempo vence ele volta ao servidor para buscar a versão nova.
O efeito está no servidor. Sem CDN, a EC2 entrega 100% do tráfego e precisa escalar quando chega muita gente. Com o cache, o tráfego de leitura entra pelo CloudFront e não chega mais à instância. Menos tráfego batendo na instância, menos escala, menos custo.
O cache é, portanto, o ponto que junta performance e custo: a página sai mais rápido e o servidor trabalha menos.
Motivo 5: Lambda@Edge
O Lambda@Edge permite colocar funções Lambda em pontos diferentes do CDN: depois que a requisição chega e antes de ir ao servidor, ou no caminho de volta, antes de a resposta chegar ao usuário.
Com isso você intercepta a requisição, altera o que chegou e até redireciona o usuário, conforme o que está acontecendo naquele momento. É um tópico bem mais aprofundado, e só faz sentido quando você chegar a esse nível de uso do serviço.
Checklist
- Identifique onde estão a aplicação e os seus usuários e avalie quanto do caminho o CDN encurta.
- Compare o custo de transferência da EC2 com o do CloudFront, usando os preços atuais da sua região.
- Confirme que o Shield básico está ativo na distribuição e decida se precisa do WAF.
- Liste as páginas só de leitura e defina um tempo de cache para elas.
- Acompanhe se o tráfego de leitura deixou de chegar à EC2.
- Considere o Lambda@Edge se precisar alterar ou redirecionar requisições.
Os cinco motivos se somam, e o cache é o ponto que junta performance e custo. Se quiser ajuda para avaliar o CloudFront na sua aplicação, agende uma conversa.
O que os alunos dizem

“A Formação AWS me deu a prática, a segurança e a clareza que eu nunca encontrei em nenhum outro curso.”
Jhon Wilame, SRE / DevOps Engineer
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“O melhor curso que eu fiz até hoje é o seu.”
Jorge Bastos, Desenvolvedor Java Sênior (AWS + IA)
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“A prática e a clareza da metodologia me deram direção para entender a AWS de verdade e agir com segurança no dia a dia.”
Luiz Campedelli, Estagiário em Cloud
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